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Minicursos

Minicurso 1:

Escrita da Pesquisa Qualitativa

GPLIES - Grupo de Pesquisa sobre Políticas Linguísticas e de Internacionalização da Educação Superior

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Resumo: Neste minicurso ministrado por pós-graduandos do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGELUFU), vinculados ao Grupo de Pesquisa sobre Políticas Linguísticas e de Internacionalização (GPLIES) e coordenador por sua orientadoras, pretendemos abordar os seguintes temas: (1) Natureza da pesquisa qualitativa e questões de autoria; (2) Explorando formas que informam; (3) Estratégias para escrever pesquisas qualitativas: planejamento, fichamento, resumo e resenha; (4) De textos de campo a textos de pesquisa: descrição, análise, interpretação e discussão.; (5) Questões éticas ao escrever textos de pesquisa qualitativa. O curso de 15 horas ministrado no contexto on-line, com atividades síncronas nos dias 07, 08 e 09 de outubro, das 14:00 às 16:30, e demais atividades assíncronas na plataforma Moodle, tem como público-alvo estudantes de graduação e de pós-graduação de diversas áreas interessados em ampliar seus conhecimentos sobre a escrita da pesquisa qualitativa.

Palavras-chave: Pesquisa qualitativa; escrita; autoria; ética.

Minicurso 2:

Bibliometria em Foco: Mapeamento Científico e Formação em Estudos Linguísticos

GETTEC - Grupo de Estudos e Pesquisa em Tradução, Tecnologias, Ensino e Cienciometria

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Resumo: A constante expansão científica e das inovações tecnológicas exige métodos eficazes para mensurar o avanço e a consolidação dos diversos campos do conhecimento, que articulam diferentes perspectivas investigativas. Como subcampos essenciais da Ciência da Informação, a Bibliometria e a Cienciometria oferecem o suporte metodológico ideal para descrever qualitativa e quantitativamente o desenvolvimento desse capital científico. Atento a essa relevante demanda, o GETTEC (Grupo de Estudos e Pesquisa em Tradução, Tecnologias, Ensino e Cienciometria), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), desenvolve pesquisas bibliométricas e cienciométricas aplicadas aos domínios da Linguística e da Linguística Aplicada, com ênfase especial nos Estudos da Tradução e da Interpretação. A proposta central do grupo consiste em implementar análises métricas rigorosas que permitam mapear a produção científica desses campos disciplinares, visando impulsionar e qualificar continuamente a formação de novos pesquisadores. Alinhados a esses propósitos, durante a quarta edição da EVEL (2026), os membros do GETTEC ministrarão um minicurso com atividades assíncronas articulado em quatro objetivos fundamentais: (1) traçar um breve panorama dos estudos bibliométricos e cienciométricos aplicados aos Estudos Linguísticos, evidenciando suas contribuições para a comunidade acadêmica e a sociedade; (2) descrever as principais técnicas e softwares utilizados na condução dessas análises métricas; (3) apresentar princípios essenciais para a produção e interpretação de visualizações de dados eficientes; e (4) realizar oficinas focadas na sociolinguística e na audiodescrição aplicada à publicidade — temas igualmente investigados pelo grupo —, demonstrando suas contribuições concretas para a formação de professores, tradutores e audiodescritores, respectivamente.

Palavras-chave: Bibliometria; Mapeamento Científico; Estudos Linguísticos.

Minicurso 3:

Linguística de Corpus aplicada a pesquisas de base exploratória

GECon - Grupo em Estudos Contrastivos

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Resumo: Este minicurso oferece uma panorâmica geral da Linguística de Corpus, por meio da exploração de seus conceitos teóricos, técnicas e procedimentos básicos, aplicados à indagação de diferentes corpora para identificação, descrição e análise de fatos e fenômenos linguísticos, em pesquisas de base empírica e exploratória. Apresentamos, por um lado, resultados de pesquisas desenvolvidas e em andamento de estudantes de mestrado e doutorado, integrantes do Grupo em Estudos Contrastivos (GECon), coordenado pelo Prof. Dr. Ariel Novodvorski e filiado à linha de pesquisa Teoria, Descrição e Análise Linguística do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (PPGEL/ILEEL/UFU). Nosso intuito é abordar, explorar e ilustrar a utilização de uma variedade de ferramentas e funcionalidades, aplicadas a diferentes propósitos investigativos empíricos, seja em corpora monolíngues ou multilíngues. Para tanto, lançamos mão do uso de diferentes corpora, compilados para as diferentes pesquisas ou de acesso em plataformas eletrônicas, a saber: Corpus do Português e Corpus del Español, em suas versões Web-dialects e NOW – News on the Web (Davies, 2016, 2018) e Sketch Engine (Kilgarriff, 2019). Por outro lado, o minicurso se ocupará de oferecer tanto a exposição de procedimentos e resultados alcançados, nas diferentes pesquisas, quanto a prática, por meio de atividades motivacionais de percepção e indagação empírico-exploratória, a serem realizadas ao longo dos três dias, para propiciar a aprendizagem na introdução ao uso das diferentes ferramentas, plataformas e programas de análise lexical. O GECon congrega professores, pesquisadores e estudantes de Graduação e de Pós-Graduação que privilegiam, em seus trabalhos de investigação, o estudo de aspectos sócio-semânticos e lexicogramaticais, sob uma abordagem empírica, descritiva e contrastiva. São priorizados os trabalhos que se servem dos subsídios advindos da Linguística de Corpus, com repercussões no âmbito da descrição linguística, além de aplicações para o ensino e aprendizagem de língua materna, línguas estrangeiras modernas e dos estudos da Tradução. A Linguística de Corpus é compreendida como uma abordagem teórico-metodológica, que potencializa possibilidades de teorização, com fundamentos em três princípios básicos: (i) língua é um fenômeno social, (ii) significado e forma estão associados e (iii) descrições linguísticas baseadas em corpus priorizam o léxico. Os temas das pesquisas mais atuais desenvolvidas no grupo incluem (i) léxico; (ii) fraseologia (contrastiva, especializada); e (iii) metáfora, em corpora monolíngues e comparáveis. As manifestações discursivas, que compõem os diferentes corpora, incluem produções textuais jornalísticas, corpus oral oriundo de entrevistas, publicações em revistas, legendas de filmes e séries, textos acadêmicos e textos oficiais. O minicurso tem como público-alvo todos aqueles interessados em uma iniciação na área, incluindo estudantes e professores da área de Linguística e de áreas afins, que tenham interesse em questões investigativas empíricas e exploratórias no plano da linguagem verbal. O minicurso acontecerá de forma síncrona e o conteúdo será estruturado da seguinte maneira: (i) Apresentação do GECon e de conceitos, técnicas básicas e análises por meio da Linguística de Corpus; (ii) Apresentação de resultados das pesquisas mais recentes do grupo, com foco na apresentação de procedimentos e resultados; e (iii) Prática no uso de ferramentas e funcionalidades de programas e plataformas, aplicados empiricamente, a partir dos resultados das diferentes pesquisas apresentadas.

Palavras-chave: Linguística de Corpus; Pesquisas empírico-descritivas e exploratórias; Estudos Contrastivos; Análises léxico-fraseológicas; Ferramentas, Programas e Plataformas baseadas em corpus.

Minicurso 4:

Discurso e dialogismo: possibilidades na pesquisa e no

ensino-aprendizagem de línguas

LEP - Laboratório de Estudos Polifônicos

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Resumo: Este minicurso se propõe a abordar alguns princípios teórico-metodológicos da Análise do Discurso franco-brasileira, dos estudos do Círculo de Bakhtin e dos estudos em Linguística Aplicada Crítica e Indisciplinar que têm sido mobilizados nas investigações dos membros do Grupo de Pesquisa Laboratório de Estudos Polifônicos (LEP). A partir de atividades práticas de análise de corpora distintos, o minicurso visa explorar noções como as de linguagem, sujeito, sentido, discurso, ideologia, memória discursiva, formações imaginárias, intradiscurso, interdiscurso, condições de produção, contradição, dispositivo metodológico, dialogismo, responsividade, enunciado, letramentos, dentre outras. Para isso, serão realizadas exposições dialogadas e exercícios analíticos orientados pelos seguintes questionamentos: a) Quais as possibilidades de enlaces epistemológicos entre perspectivas discursivas de linguagem e os estudos em Linguística Aplicada?; b) Em que consiste uma abordagem discursiva dos processos de ensino-aprendizagem de línguas?; c) Em que medida, perspectivas discursivas podem contribuir para a formação do professor de línguas?; d) Como pensar a constituição de corpora em pesquisas discursivas voltadas para as questões de ensino-aprendizagem de línguas?; e) Em que medida discursividades sobre as línguas incidem nos processos de ensino-aprendizagem?; f) Como o enlace epistemológico aqui proposto pode informar investigações sobre materiais didáticos?; g) Como uma reflexão discursiva sobre os processos de ensino-aprendizagem de literatura permite compreender as discursividades que gravitam e constituem as práticas de leitura literária e de sua escolarização?; h) Como um diálogo entre a AD e a Linguística Aplicada pode contribuir para compreender os efeitos das discursividades na formação do leitor literário? O minicurso tem como público-alvo professores de línguas e estudantes que buscam ter uma iniciação na área, bem como interessados no tema em tela, com vistas a promover incursões teóricas e gestos de análise para explorar possíveis temas e percursos teórico-metodológicos em futuras investigações.

Palavras-chave: Linguística Aplicada Crítica; Discurso; Ensino-aprendizagem de línguas; Material Didático; Literatura.

Minicurso 5:

Pesquisa em Saussure no século XXI

GP_FdS - Grupo de Pesquisa Ferdinand de Saussure

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Resumo: Este minicurso tem como objetivo apresentar e discutir formas contemporâneas de investigação da produção de Ferdinand de Saussure e dos efeitos de sua obra no desenvolvimento dos estudos linguísticos. Destina-se a pesquisadores, estudantes e estudiosos da Linguística interessados em atualizar seus conhecimentos sobre o saussurianismo ou em obter fundamentos teórico-metodológicos para iniciar pesquisas sobre a produção saussuriana. Para tanto, o minicurso apresentará a vasta produção intelectual de Saussure, considerando as condições históricas, epistemológicas e materiais que participam da constituição, circulação e recepção de sua obra. Serão abordadas, particularmente, as fontes de pesquisa, a bibliografia nacional e internacional especializada e as metodologias mobilizadas pelos estudos saussurianos no século XXI. Parte-se da compreensão de que o saussurianismo contemporâneo não se confunde com aquele constituído a partir da recepção da produção de Saussure ao longo do século XX. As transformações epistemológicas ocorridas nas ciências da linguagem, associadas à descoberta, disponibilização, edição e reinterpretação de diferentes documentos, produziram novas possibilidades de leitura da obra saussuriana e, consequentemente, novos problemas de pesquisa. Nesse processo, fontes que durante décadas permaneceram pouco conhecidas, foram marginalizadas ou não integraram o conjunto de materiais privilegiados pela tradição interpretativa passaram a ocupar posição relevante na investigação contemporânea. O minicurso apresentará essas fontes, discutindo sua natureza, seu conteúdo, suas condições de produção e conservação, sua pertinência para a pesquisa e as possibilidades de acesso a cada uma delas. Serão consideradas, ainda, as implicações metodológicas decorrentes da ampliação do corpus documental disponível aos pesquisadores. A incorporação de manuscritos, documentos de arquivo, diferentes versões de textos e outros materiais relacionados à produção saussuriana exige, em muitos casos, a revisão de procedimentos consolidados e a adoção ou ampliação de metodologias capazes de contemplar a materialidade, a historicidade e o processo de constituição dos textos. Desse modo, o minicurso pretende oferecer um panorama atualizado das pesquisas saussurianas, evidenciando como novas fontes e perspectivas metodológicas têm contribuído para a renovação dos estudos sobre Saussure e para a compreensão dos efeitos de sua produção na Linguística contemporânea.


Palavras-chave: Saussure; Linguística; Manuscritos.

Minicurso 6:

Historiografia da Linguística: fundamentos teóricos e desdobramentos metodológicos

NormaLi - Núcleo de Estudos da Norma Linguística

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Resumo: Este minicurso propõe uma imersão teórica e prática no campo da Historiografia da Linguística (HL), articulando conceitos fundamentais, postulados metodológicos e suas formas de aplicação. Estruturada em dois encontros complementares, a programação busca discutir as matrizes reflexivas que moldaram a consolidação do estudo historiográfico dos saberes linguísticos. O primeiro dia (7 de outubro) é dedicado à fundamentação epistemológica e metodológica da área. Inicialmente, aborda-se a Introdução à História da Linguística a partir das contribuições de Pierre Swiggers, situando as fases e a relevância de historiar o conhecimento sobre a linguagem. Em seguida, analisa-se a questão teórica da influência na análise historiográfica sob a perspectiva de E. F. K. Koerner, examinando como as ideias circulam, transformam-se e são re-situadas ao longo do tempo. Nessa mesma linha, são explorados os três princípios metodológicos de Koerner (contextualização, imanência e adequação), essenciais para assegurar o rigor historiográfico e evitar leituras anacrônicas. O debate estende-se à discussão da teoria do cânone e do ato comunicativo complexo, referenciados nos trabalhos de Zamorano Aguilar, que tensiona os limites dos autores e das obras historicamente consagrados. Encerrando as discussões teóricas, examinam-se os diferentes modos de pensar a gramática segundo Sylvain Auroux e seu conceito de gramatização. O segundo dia (8 de outubro) traduz a teoria em prática acadêmica por meio da apresentação dos aspectos teóricos aplicados às pesquisas das participantes. O foco estará no diálogo produtivo entre os conceitos estudados e os objetos das pesquisas, demonstrando como aplicar metodologicamente a Historiografia da Linguística na investigação de objetos específicos. O encontro propõe um espaço de reflexão crítica, intercâmbio de saberes e consolidação de percursos investigativos no campo historiográfico.

Palavras-chave: Teorias Linguísticas; Gramaticografía; Epistemologia.

Minicurso 7:

Introdução aos Estudos Discursivos Foucaultianos

LEDIF - Laboratório de Estudos Discursivos Foucaultianos

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Resumo: Neste minicurso, proposto e conduzido pelos membros do Laboratório de Estudos Discursivos Foucaultianos - LEDIF (UFU/CNPq), buscamos apresentar e discutir alguns dos fundamentos teórico-metodológicos dos Estudos Discursivos Foucaultianos, e mobilizá-los, por meio de exemplos, em exercícios analíticos. Nesse sentido, serão abordados alguns dos elementos conceituais do método arquegenealógico de Michel Foucault - tais como discurso, história e enunciado - em uma articulação com os procedimentos de exercício do poder, que evidenciam as relações de poder e as práticas de resistência. Essas discussões se ancoram, predominantemente, nos livros A arqueologia do saber (1969), A ordem do discurso (1971) e Microfísica do Poder (1979), de Foucault, e na delimitação desse campo de estudos discursivos realizada por pesquisadores brasileiros na atualidade. O minicurso será organizado em três momentos, que, embora didaticamente distintos, não são estanques e se entrelaçam ao longo de toda a proposta. No primeiro momento, apresenta-se uma introdução à Análise do Discurso, com olhar especial para o trabalho de Michel Foucault e sua profícua contribuição ao campo. No segundo momento, aprofunda-se a discussão sobre a arqueologia foucaultiana e suas relações com os saberes, explorando os elementos conceituais que sustentam esse método. Por fim, no terceiro momento, discute-se a genealogia foucaultiana por meio de uma abordagem das relações de poder e de suas implicações para as análises discursivas. Ao longo dos três momentos, o curso também analisará diferentes objetos discursivos, a partir de artigos publicados na área, de modo a evidenciar a operacionalização dos conceitos apresentados e explicitar, na prática, o que de fato constitui os Estudos Discursivos Foucaultianos.

Palavras-chave: Discurso; Enunciado; Poder; Análise discursiva; Michel Foucault.

Minicurso 8:

Desmistificando a Pós-Graduação no PPGEL — Caminhos para o Ingresso: Elaboração de Projetos, Escrita Acadêmica e Inclusão no GPELET

GPELET - Grupo de Pesquisas em Estudos da Linguagem, Libras, Educação Especial e a Distância e Tecnologias

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Resumo: O objetivo principal desse minicurso é promover a integração acadêmico-científica entre os participantes da IV EVEL inscritos nesse minicurso, a pesquisadora Profa. Dra. Eliamar Godoi (Líder do Grupo de Pesquisas em Estudos da Linguagem, Libras, Educação Especial e a Distância e Tecnologias – GPELET e docente do Programa de Pós-graduação em Estudos Linguísticos – PPGEL), juntamente com seus orientandos e a outros membros desse Grupo de Pesquisas. Muitos candidatos à Pós-graduação stricto sensu apresentam dúvidas, inseguranças e incertezas em relação à escolha da linha de pesquisa e aos temas de orientação para submeterem seus projetos durante o processo seletivo de ingresso em programas de pós-graduação. Nesse sentido, a partir de atividades como: debates, palestras, seminário, além de atividades como “Escrita acadêmica: o projeto em foco”, iremos apresentar aos participantes as ações do PPGEL em geral e, em específico a linha de pesquisa Teoria, descrição e análise linguística. Isso por meio de discussões envolvendo aspectos teóricos que abarcam os princípios básicos para elaboração de um projeto de pesquisa científica, além de demonstrar detalhadamente, com atividade prática, como os participantes podem elaborar projetos de pesquisa. Além disso, iremos tratar sobre os temas para orientação, quais sejam: Libras para surdos ou para ouvintes; Língua Portuguesa para surdos ou para ouvintes; Livros e materiais didáticos; Ensino de Língua Portuguesa ou de Libras; Análises linguísticas com foco na inclusão, acessibilidade e escolarização de pessoas com deficiência. Também vamos: apresentar o Grupo de Pesquisas em Estudos da Linguagem, Libras, Educação Especial e a Distância e Tecnologias – GPELET e suas respectivas linhas de pesquisa, abrir convite para o ingresso de interessados em compor esse renomado grupo de pesquisas, orientar sobre a importância de participar de grupos de estudos, abrindo oportunidade para ingresso dos interessados inscritos no minicurso de se tornarem membro do GPELET. Nos encontros, também iremos apresentar e explicar cada um dos níveis de formação de pós-graduação stricto sensu, relacionando à importância da continuidade da formação para a carreira de docente/pesquisador. Para tanto, contaremos com a participação de orientandos e pesquisadores do GPELET, profissionais atuantes em outras instituições que virão convidados para um bate papo com os inscritos. Será uma semana de inúmeras atividades, buscando sensibilizar os participantes do minicurso quanto à produtividade da área, das linhas de pesquisa, dos projetos e das teorias e métodos de pesquisa desenvolvidos em nossos estudos no âmbito do GPELET/PPGEL. Este minicurso pode orientar o participante a respeito da importância do conhecimento da linha de pesquisa, além das possíveis temáticas de pesquisas que podem ser desenvolvidas no Mestrado ou Doutorado do PPGEL, despertando o interesse de todos aqueles que poderão vir a prestar o processo seletivo para ingresso no quadro discente do PPGEL. Assim, convidamos a navegar conosco nesse mundo da pesquisa e participar desse minicurso todos os professores, pesquisadores, profissionais da educação, graduados e alunos que se sintam envolvidos ou instigados por essas questões que extrapolam a díade ensino e aprendizagem de línguas, a perspectiva da inclusão da pessoa com deficiência.

Palavras-chave: Pós-graduação; GPELET e o IV EVEL; Grupo de Pesquisas; PPGEL; Mestrado-Doutorado.

Minicurso 9:

Elementos de Linguística Queer para estudos do discurso

EDQueer - Estudos Discursivos na perspectiva Queer

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Resumo: Este minicurso tem como objetivo apresentar, de forma introdutória e crítica, os fundamentos teóricos que articulam a Teoria Queer à Linguística, contribuindo para a compreensão das relações entre linguagem, corpo e identidade. A proposta é mostrar como a Linguística pode incorporar perspectivas queer para analisar os modos pelos quais os discursos produzem, regulam e contestam normas sobre sexo, gênero, sexualidade e desejo. Ao longo do percurso, busca-se desenvolver uma visão mais ampla e problematizadora do funcionamento da linguagem em contextos sociais marcados por disputas de sentido, reconhecimento e dissidência. Inicialmente, serão discutidos os princípios da Teoria Queer e sua relevância para a Linguística, com atenção ao caminho que vai de uma Linguística “pré-Queer” — mais centrada em categorias fixas e normativas — até a consolidação de uma Linguística Queer, orientada para a crítica das naturalizações sobre identidades e práticas discursivas. Esse movimento histórico permite compreender como a linguagem passou a ser analisada não apenas como sistema, mas como prática social atravessada por relações de poder. Em seguida, será contemplada a chamada “virada discursiva” na Linguística Queer, destacando a importância de pensar os sentidos como construções situadas e contestáveis. Nesse contexto, serão trabalhadas ferramentas conceituais centrais, como performatividade, indexicalidade, entextualização, interseccionalidade e corporificação, que permitem examinar como sujeitos e identidades são produzidos nos e pelos discursos, em conexão com marcadores sociais como raça, classe, gênero e sexualidade. Por fim, o minicurso abordará questões fundamentais para os estudos do discurso, problematizando noções como sexo, gênero, corpo, reconhecimento, sexualidade, desejo, normatividade e dissidência. A partir dessas discussões, pretende-se evidenciar como os discursos podem reforçar padrões hegemônicos, mas também abrir espaço para resistências, deslocamentos e formas plurais de existência. Em síntese, o minicurso oferecerá uma base teórica e analítica para compreender a Linguística Queer como um campo crítico voltado à análise das disputas discursivas que atravessam a vida social.

Palavras-chave: Linguística Queer; Teoria Queer; Estudos do Discurso.

Minicurso 10:

Introdução ao uso do Praat para análise acústica da fala

GRUPPLIN - Grupo de Pesquisa em Psicolinguística e Processamento da Linguagem

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Resumo: Voltado para estudantes de graduação e pós graduação, este minicurso tem como objetivo apresentar aos participantes os procedimentos fundamentais para o uso inicial do software Praat, despertando o interesse pela fonética acústica e oferecendo uma base prática para que possam iniciar suas próprias análises no programa. Em três horas de duração, o minicurso introduz operações essenciais que permitem ao aluno compreender o funcionamento básico do software. Os participantes conhecerão a interface do Praat, aprendendo a gravar áudio diretamente no programa e a importar arquivos já existentes, compreendendo como o software organiza objetos e como manipular arquivos. Em seguida, serão apresentados aos ajustes básicos de pitch e espectrograma, com foco nos parâmetros em Hertz que devem ser configurados de acordo com o perfil do falante (homem, mulher ou criança). Essa etapa permitirá ao aluno entender como esses ajustes influenciam a qualidade da análise e como evitam erros comuns. O minicurso também introduzirá a identificação visual de vogais e consoantes, utilizando waveform e espectrograma para reconhecer padrões acústicos básicos. A partir dessa compreensão, os participantes aprenderão a segmentar arquivos de áudio, criar trechos menores e trabalhar com TextGrid, incluindo a criação de tiers de intervalo e de ponto. Os alunos aprenderão a criar, editar e salvar esses tiers juntamente com o arquivo de áudio, garantindo que a anotação seja preservada. Ao final, o participante terá adquirido uma visão geral do funcionamento do Praat, será capaz de realizar operações introdutórias e terá desenvolvido interesse para avançar em estudos mais aprofundados de fonética acústica.

Palavras-chave: Praat; Análise acústica; Fonética; Fonologia.

Minicurso 11:

Do déficit à criação: a práxis da Neurolinguística Discursiva nos estudos dos processos linguístico-cognitivos

Tessituras: linguagem e(m) transformação

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Resumo: Neste minicurso, propõe-se apresentar conceitos fundamentais que permitem aos pesquisadores da Neurolinguística Discursiva investigar fenômenos linguístico-cognitivos em sua complexidade bio-histórico-cultural (Prior et al., 2025). Para tanto, além de debate sobre os princípios ético-ontoepistemológicos da área, haverá exposição dialogada sobre os conceitos de “linguagem”, “enunciado”, “interação”, “sistema funcional complexo”, “extracorticalidade” e “neuroplasticidade”, considerando, mas não se limitando, aos trabalhos seminais de Coudry (1986) e Novaes-Pinto (1999), teses e dissertações desenvolvidas na área, bem como incursões teóricas com M. Bakhtin, C. Canguilhem, C. Franchi, A. Luria, F. Ortega, E. Thompson, F. Varela, V. Volóchinov e L. Vygotsky. Além disso, serão realizadas análises de processos de significação em diferentes contextos com vistas ao entendimento da prática teórica e de análise do campo: tomar o trabalho simbólico realizado pelos sujeitos como princípio orientador das reflexões sobre linguagem e cognição, em contextos normais ou patológicos. Ao dar visibilidade ao trabalho com e pela linguagem, a Neurolinguística Discursiva questiona a teorização linguístico-clínica realizada a partir de categorias forjadas para corroborar modelos abstratos de linguagem e cognição (Coudry, 1986; Novaes-Pinto, 1999; 2017), enfrentando, assim, processos históricos que “reduzem a complexa vida linguística à polarização entre o sistema unitário da língua e a utilização individual desse sistema” (Petrilli, 2013, p. 140) e que prejudicam: a compreensão, o diagnóstico e a superação das condições impostas por fenômenos linguístico-cognitivos diversos, como as afasias, as síndromes demenciais e os transtornos do desenvolvimento. Espera-se, dessa maneira, consolidar a presença da Neurolinguística Discursiva no PPGEL-UFU, contribuir com a formação dos participantes no campo dos estudos sobre a relação entre linguagem e cognição e enfrentar os processos de patologização e de medicalização da vida e da educação.

Palavras-chave: Neurolinguística; Relação normal-patológico; Linguagem, cultura e cognição.

Minicurso 12:

Linguagem como um dos elementos das práticas sociais: fundamentos e interseções entre Análise de Discurso Crítica e Gramática do Design Visual

GPE ADC&LSF - Grupo de Pesquisas e Estudos em Análise de Discurso Crítica e Linguística Sistêmico-Funcional

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Resumo: Os estudos em Análise de Discurso Crítica (ADC), em articulação com as abordagens da Multimodalidade, têm muito contribuído para a compreensão da linguagem como um dos elementos das práticas sociais, considerando sua relação constitutiva com contextos históricos, culturais e políticos (Fairclough, 2003). Essas perspectivas possibilitam investigar como diferentes recursos semióticos participam da construção de significados, de representações e de identidades, bem como analisar os modos pelos quais discursos, ideologias e relações de poder são (re)produzidos, e, eventualmente, questionados em práticas sociais e em diferentes gêneros discursivos, especialmente aqueles constituídos pelos modos verbal e imagético. Inserido nesse contexto, este minicurso, promovido pelo Grupo de Pesquisas e Estudos em Análise de Discurso Crítica e Linguística Sistêmico-Funcional (GPE ADC&LSF) da Universidade Federal de Uberlândia (ILEEL/UFU), tem como objetivo oferecer uma visão panorâmica e integrada desses aportes teórico-metodológicos. A proposta fundamenta-se na abordagem dialético-relacional da ADC (Fairclough, 2003, 2012, 2013; Chouliaraki; Fairclough, 1999) e no instrumental analítico da Gramática do Design Visual (GDV) (Kress; van Leeuwen, 2001; 2006), buscando articular os significados acional (gêneros), representacional (discursos), identificacional (estilos/identidades) e o composicional para o exame de problemas sociais da atualidade com faceta semiótica. Com duração total de três horas, a dinâmica do encontro divide-se em três momentos estruturantes e complementares. Inicialmente, apresentaremos o grupo de pesquisa e seus projetos, situando a importância da ADC e da GDV enquanto suporte para a análise de sentidos construídos por meio de diferentes modos de significação em gêneros discursivos. Na sequência, faremos uma exposição teórica focada em categorias analíticas específicas, tais como a intertextualidade (significado acional), a saliência, o valor de informação e o enquadramento (significado composicional), evidenciando, semioticamente, sua relevância prática. O terceiro momento consistirá em uma oficina de análise colaborativa, na qual os participantes, mediados pela equipe de ministrantes, explorarão dados multimodais constitutivos de pesquisas em andamento. Importa destacar que esse espaço aberto permitirá que o público identifique as categorias no material, experimente a aplicação das ferramentas teóricas e debata as interpretações críticas possíveis. Como público-alvo, o minicurso é voltado para profissionais da educação dos diferentes níveis e redes de ensino, profissionais da comunicação, comunidade interna e externa à UFU que tenham interesse na temática proposta. Em adequação ao formato do evento, o minicurso ocorrerá de maneira totalmente remota via Google Meet. Nossa expectativa com esse percurso discursivo é despertar o interesse pela pesquisa engajada e debater as potencialidades da ADC e da GDV em diversas áreas do conhecimento. Sendo assim, para consolidar o aprendizado, a avaliação dos participantes será realizada de forma processual, contínua e adaptada ao ambiente digital, por todos os ministrantes, dividindo-se em duas etapas, sendo uma avaliação oral, baseada na participação ativa e no engajamento dos inscritos durante as discussões e atividades conjuntas guiadas da oficina síncrona; e uma avaliação escrita, que consistirá na entrega de um questionário reflexivo via Google Forms, ao término das atividades, a fim de permitir que os participantes registrem as reflexões construídas em conjunto.

Palavras-chave: Análise de Discurso Crítica; Gramática do Design Visual; Multimodalidade; Gêneros Discursivos.

Minicurso 13:

Escola inclusiva ou escola bilíngue? Os dois caminhos da educação de surdos no Brasil

GEPESUSC - Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação de Surdos e Surdocegos

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Resumo: Este minicurso propõe uma discussão sobre a educação de estudantes surdos no Brasil, abordando dois modelos educacionais: a escola inclusiva, em que estudantes surdos e ouvintes compartilham o mesmo espaço escolar, com o apoio de intérpretes de Libras; e a escola bilíngue, destinada a estudantes surdos, na qual a Libras é utilizada como língua de instrução e o Português é ensinado como segunda língua, principalmente na modalidade escrita. O objetivo geral é apresentar, de forma acessível, o que a legislação brasileira estabelece sobre esses dois modelos, especialmente após a Lei nº 14.191/2021, que reconheceu a Educação Bilíngue de Surdos como uma modalidade de ensino. A proposta também busca discutir os desafios presentes no cotidiano escolar e refletir sobre as contribuições e limitações de cada modelo para a aprendizagem e o desenvolvimento linguístico, cognitivo e social dos estudantes surdos. Serão abordados aspectos da história da Educação de Surdos no Brasil e os principais marcos legais dessa trajetória, como a Lei nº 10.436/2002, o Decreto nº 5.626/2005, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) e a Lei nº 14.191/2021. Também serão discutidas as diferenças entre a escola inclusiva e a escola bilíngue, considerando a formação dos professores, a atuação dos intérpretes e a organização do espaço escolar. Espera-se que, ao final do minicurso, os participantes tenham uma compreensão mais clara dos dois modelos educacionais apresentados, conheçam a legislação que fundamenta cada um deles e se sintam mais preparados para refletir criticamente sobre qual modelo atende melhor às necessidades linguísticas e pedagógicas dos estudantes surdos em seus diferentes contextos de atuação.

Palavras-chave: Educação de Surdos; Escola bilíngue; LIBRAS.

Minicurso 14:

Quando o pássaro canta, o currículo escuta - Literatura indígena, decolonialidade e a lei nº 11.654/2008

GPCAL - Grupo de Pesquisa em Cognição, afetividade e letramento crítico

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Resumo: Passados mais de dezoito anos da promulgação da Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nos estabelecimentos públicos e privados de Ensino Fundamental e Médio, sua implementação ainda se apresenta desigual e descontínua. Percebe-se a permanência de ações episódicas nas escolas, frequentemente concentradas em datas comemorativas, bem como a insuficiência da formação docente e de repertórios que reconheçam os povos indígenas em sua pluralidade e contemporaneidade. Diante desse cenário, o minicurso propõe compreender a literatura indígena de autoria indígena como produção estética, intelectual e política capaz de questionar estereótipos, ampliar referências e contribuir para a decolonização dos currículos. A obra central a ser debatida neste minicurso será “O pássaro encantado”, de Eliane Potiguara. A narrativa possibilita discutir infância, vida comunitária, luto, ancestralidade, oralidade, memória e conhecimentos das mulheres indígenas. No minicurso, a leitura literária e visual será colocada em diálogo com as reflexões de Aníbal Quijano, Walter Mignolo, Nilma Lino Gomes e Kabengele Munanga sobre colonialidade, racismo, interculturalidade crítica, desobediência epistêmica e descolonização curricular. Também serão mobilizadas vozes intelectuais indígenas, como Eliane Potiguara, Daniel Munduruku, Gersem Baniwa, Márcia Kambeba, dentre outros. O minicurso será organizado em duas etapas. Na primeira, “Escutar o canto”, a contação da obra será articulada a atividades de memória, leitura de imagens, análise da sonoridade e discussão em pequenos grupos. Na segunda, “Fazer o currículo escutar”, serão abordados a Lei nº 11.645/2008, dados oficiais sobre a população indígena, conceitos decoloniais e possibilidades de planejamento pedagógico. Será apresentada, ainda, curadoria de obras indígenas adequadas a diferentes anos da Educação Básica. Como produto final, os participantes elaborarão, colaborativamente, uma proposta pedagógica que relacione literatura, autoria indígena e enfrentamento de estereótipos. Esperamos contribuir para que professores, licenciandos e demais profissionais da educação desenvolvam práticas permanentes, interdisciplinares e antirracistas, ultrapassando abordagens folclorizantes.

Palavras-chave: Educação; literatura indígena; decolonização curricular.

Minicurso 15:

Reading the world, Reading the word: práticas antirracistas, literatura e língua inglesa

LABLEM - Laboratório de Estudos em Linguagem, Ensino e seus Materiais

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Resumo: A oficina Reading the World, Reading the Word: práticas antirracistas, literatura e língua inglesa destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de Letras, Linguística, Linguística Aplicada, Estudos Literários e áreas afins, bem como a professores em formação inicial ou continuada interessados em práticas de ensino de língua inglesa comprometidas com a justiça social. A proposta articula contribuições da Linguística Aplicada Crítica, dos letramentos como prática social, do letramento literário, da educação antirracista e das perspectivas decoloniais, compreendendo a linguagem como prática social e a leitura como processo de construção de sentidos que ultrapassa a decodificação linguística. A oficina está organizada em três momentos. No primeiro, são discutidos conceitos relacionados aos letramentos, ao letramento literário, às perspectivas antirracistas e decoloniais e ao papel da literatura na produção de identidades, discursos e representações. Busca-se problematizar concepções naturalizadas sobre língua inglesa, literatura e cânone, promovendo reflexões sobre diversidade, equidade e formação crítica. No segundo momento, os participantes realizam a leitura compartilhada de um texto literário em língua inglesa, utilizando estratégias de leitura como ativação de conhecimentos prévios, inferência lexical, reconhecimento de cognatos, skimming e scanning. Essas estratégias são mobilizadas como ferramentas para a construção coletiva de sentidos e para a interpretação crítica do texto, articulando aspectos linguísticos, literários, históricos e socioculturais, especialmente em torno de temas como raça, colonialidade, representatividade e justiça social. O terceiro momento é dedicado à reflexão sobre as relações entre texto, linguagem e sociedade e à elaboração colaborativa de propostas didáticas que integrem ensino de língua inglesa, literatura e letramentos críticos em diferentes contextos educacionais. A metodologia privilegia uma abordagem participativa e dialógica, envolvendo exposição dialogada, leitura compartilhada, discussões em grupo, análise colaborativa de textos literários e elaboração de atividades pedagógicas, evitando a separação entre o ensino da língua e as discussões sociais. Ao final da oficina, espera-se que os participantes ampliem sua compreensão sobre os letramentos como prática social, desenvolvam estratégias de leitura crítica em língua inglesa e sejam capazes de elaborar propostas pedagógicas que articulem aprendizagem linguística, formação de leitores e educação antirracista. Dessa forma, a oficina pretende contribuir para a formação de professores e pesquisadores capazes de compreender a leitura em língua inglesa como uma prática social, crítica e transformado.

Palavras-chave: Letramento Literário; Língua Inglesa; Educação Antirracista.

Minicurso 16:

TDAH na sala de aula: uma perspectiva discursiva para além da medicalização das dificuldades escolares

Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação de Surdos e Surdocegos

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Resumo: Objetivo Geral: Promover uma reflexão crítica sobre o TDAH no contexto escolar, fundamentada na Neurolinguística Discursiva, problematizando os processos de medicalização das dificuldades de aprendizagem e discutindo possibilidades de atuação pedagógica centradas no sujeito, na linguagem e nas práticas inclusivas. Objetivos Específicos: • Compreender o TDAH como um fenômeno que extrapola a dimensão biomédica, considerando seus aspectos históricos, sociais e discursivos. • Discutir os processos de medicalização e patologização das diferenças no ambiente escolar. • Refletir sobre os efeitos do diagnóstico na constituição da identidade e na trajetória escolar dos estudantes. • Conhecer os pressupostos da Neurolinguística Discursiva de Maria Irma Hadler Coudry e suas contribuições para a compreensão das dificuldades escolares. • Analisar práticas pedagógicas que valorizem a singularidade dos estudantes, favorecendo processos de ensino e aprendizagem pautados na linguagem e na inclusão. Conteúdo Programático: O minicurso propõe uma abordagem crítica do TDAH, tomando como referência a Neurolinguística Discursiva desenvolvida por Maria Irma Hadler Coudry. Inicialmente, serão apresentados os principais conceitos relacionados ao TDAH e às formas como o discurso biomédico construiu historicamente esse diagnóstico, discutindo seus critérios e limites. Na sequência, serão problematizados os processos de medicalização e patologização das dificuldades escolares, discutindo o crescimento dos diagnósticos, a ampliação dos encaminhamentos para avaliação clínica e os efeitos da produção de discursos sobre normalidade e diferença na escola. Por fim, serão discutidas as contribuições da Neurolinguística Discursiva para a educação, enfatizando a linguagem como espaço de produção de sentidos e de constituição do sujeito. Nessa perspectiva, as dificuldades escolares deixam de ser compreendidas exclusivamente como déficits individuais e passam a ser analisadas nas relações entre sujeito, linguagem, práticas pedagógicas e contexto social. Serão apresentadas possibilidades de intervenção pedagógica que privilegiem a escuta, a mediação, a valorização das potencialidades dos estudantes e a construção de práticas inclusivas comprometidas com a desmedicalização da educação. Essa abordagem busca fortalecer o papel da escola como espaço de acolhimento das diferenças e de promoção do desenvolvimento humano, evitando reduzir os processos de aprendizagem a explicações exclusivamente biológicas.

Palavras-chave: TDAH; Neurolinguística Discursiva; Medicalização; Inclusão Escolar; Desmedicalização.

Minicurso 17:

Uma abordagem das categorias do subsistema de atitude em textos da esfera jornalística que tratam do envelhecimento e/ou do idadismo

GPE ADC&LSF - Grupo de pesquisa e estudo em Análise de Discurso Crítica e Linguística Sistêmico-Funcional

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Resumo: Diversos estudos destacam o aumento do número de pessoas idosas no mundo, os efeitos disso na sociedade e evidenciam um problema que se perpetua há anos: o idadismo; especialmente o idadismo em relação a pessoas idosas. O termo é uma das possíveis traduções para ageism, que é um fenômeno social multifacetado definido como “estereótipos (como pensamos), preconceitos (como nos sentimos) e discriminação (como agimos) em relação a outros e a nós mesmos com base na idade” (Organização Pan-Americana da Saúde, 2022, p. 2). Neste minicurso, discorreremos sobre essas duas temáticas – o envelhecimento e o idadismo – e sobre o Sistema de Avaliatividade (Martin; White, 2005; White, 2004; Vian Jr., 2009), mais especificamente sobre o subsistema de Atitude. Tal subsistema “tem a ver com avaliar as coisas, o caráter das pessoas e seus sentimentos” (Martin; Rose, 2003, p. 22) e abrange três campos semânticos: afeto, julgamento e apreciação. As temáticas e a perspectiva teórica mencionadas são foco do projeto de pesquisa intitulado “Envelhecimento e idadismo no Brasil: a voz de pessoas idosas incluída na mídia jornalística eletrônica”, que é coordenado pela Profa. Maria Aparecida Resende Ottoni e está sendo desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, no âmbito do Grupo de Pesquisas e Estudos em Análise de Discurso Crítica e Linguística SistêmicoFuncional (GPE ADC&LSF), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Universidade Federal de Uberlândia. O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Brasil (processo 307847/2025-0). O minicurso terá a duração de três horas e ocorrerá de maneira totalmente remota via Google Meet ou ConferenceWeb. Ele será organizado em quatro etapas. Na primeira, apresentaremos o grupo de pesquisa e seus projetos. Na segunda, faremos uma exposição dialogada sobre envelhecimento e idadismo. Na terceira, faremos uma exposição sobre o Sistema de Avaliatividade, concentrando-nos no subsistema de Atitude. Na terceira, analisaremos com os participantes um texto da esfera jornalística que trate das temáticas mencionadas, identificando nele as marcas de avaliação de afeto, de julgamento e de apreciação. Na quarta e última, os participantes compartilharão sua opinião sobre o texto analisado, as temáticas e a aplicação das ferramentas teóricas. O minicurso é voltado para o público em geral que tenha interesse nas temáticas propostas, especialmente para profissionais da educação dos diferentes níveis e redes de ensino, profissionais da comunicação e comunidade interna e externa à UFU. Nossa expectativa é despertar o interesse pelos temas e contribuir para uma melhor compreensão do idadismo, e de como reduzi-lo, e para a construção de um movimento para mudar o discurso em torno da idade e do envelhecimento. A avaliação do minicurso será realizada de forma processual, baseada na participação ativa e no engajamento dos inscritos durante as discussões e atividades conjuntas e por meio de uma avaliação escrita, que consistirá no preenchimento de um questionário via Google Forms, ao término do minicurso, no qual os participantes poderão registrar suas impressões sobre o trabalho realizado.

Palavras-chave: Eenvelhecimento; idadismo; avaliatividade; mídia jornalística.

Minicurso 18:

Entre a Formação e a Sala de Aula: Lacunas na Formação do Professor de Línguas para a Educação Bilíngue

GPCAL - Grupo de Pesquisa em Cognição, Afetividade e Letramento Crítico

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Resumo: Este minicurso objetiva problematizar a formação de professores de línguas para atuação na educação bilíngue na infância, considerando as lacunas formativas decorrentes da histórica fragmentação entre os campos de Letras e Pedagogia e das demandas associadas à expansão mercadológica da educação bilíngue. Fundamentado na perspectiva da Linguística Aplicada crítica (MOITA LOPES, 2006; PENNYCOOK, 2010) e articulado a experiências de pesquisa e docência, o minicurso discutirá os desafios enfrentados por professores diante das especificidades linguísticas, pedagógicas e culturais desse contexto educacional. Serão abordadas as relações entre formação inicial e continuada, os conhecimentos necessários à docência bilíngue, as tensões entre demandas institucionais e práticas pedagógicas, bem como os efeitos da marketização sobre o trabalho docente. Também serão problematizadas as fronteiras entre formação linguística e formação pedagógica, evidenciando como o professor pode ocupar um entre-lugar profissional marcado por inseguranças, lacunas teórico-metodológicas e necessidade de construção de saberes no exercício da docência. A partir de uma abordagem autoetnográfica (ELLIS; ADAMS; BOCHNER, 2011; CHANG, 2008), serão mobilizadas experiências docentes e formativas para promover reflexões coletivas sobre possibilidades de enfrentamento dessas lacunas. Ao final, serão discutidas estratégias de formação contínua, colaboração e mentoria, visando à construção de práticas pedagógicas críticas, contextualizadas e socialmente comprometidas com uma educação bilíngue mais equitativa.

Palavras-chave: Formação docente; Educação bilíngue; Linguística Aplicada crítica; Formação continuada; Marketização.

Minicurso 19:

Inteligência Artificial e ensino-aprendizagem de línguas: perspectivas críticas e possibilidades

GPCAL - Grupo de Pesquisa em Cognição, Afetividade e Letramento Crítico

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Resumo: A Inteligência Artificial (IA) tem se tornado objeto de debates acadêmicos recorrentes, especialmente após o surgimento e a popularização de ferramentas de IA generativa, como o ChatGPT, a partir de 2022. Essas tecnologias vêm sendo incorporadas a diferentes contextos e práticas sociais, entre eles o campo da educação, no qual são utilizadas por professores, estudantes e demais profissionais da área. Diante da crescente presença dessas tecnologias nos processos educacionais, o minicurso tem como objetivo discutir o uso de ferramentas de IA nos processos de ensino e aprendizagem de línguas, considerando tanto suas possibilidades pedagógicas quanto as questões críticas que atravessam seu desenvolvimento e utilização. Busca-se promover uma reflexão sobre usos responsáveis e críticos da IA por professores e estudantes de línguas, compreendendo essas tecnologias para além de uma perspectiva meramente instrumental. O minicurso será organizado em duas partes. Na primeira, será apresentado um panorama da Inteligência Artificial na contemporaneidade, abordando aspectos sociais, políticos, econômicos e ambientais relacionados à produção, circulação e utilização dessas tecnologias, bem como questões de autoria, acesso, vieses, privacidade e impactos sociais. Para isso, serão discutidos estudos recentes que problematizam diferentes dimensões da IA e de sua inserção na sociedade. Na segunda parte, serão exploradas possibilidades de utilização de diferentes ferramentas de IA em contextos de ensino e aprendizagem de línguas, com propostas de atividades e discussões sobre suas potencialidades e limitações em contextos educacionais. A discussão será também fundamentada em relatos de experiências de utilização de IA na Educação Básica. Ao final, espera-se contribuir para o desenvolvimento do letramento digital e crítico em relação à Inteligência Artificial, possibilitando que professores e estudantes não apenas conheçam e utilizem essas ferramentas, mas também problematizem seus impactos, limites e implicações para o ensino e a aprendizagem de línguas.

Palavras-chave: Inteligência Artificial; Ensino e aprendizagem de Línguas; Educação Básica.

Minicurso 20:

O uso das preposições lexicais e funcionais no ensino de Língua Portuguesa

GPCAL - Grupo de Pesquisa em Cognição, Afetividade e Letramento Crítico

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Resumo: Este minicurso propõe uma reflexão aprofundada sobre a natureza híbrida das preposições no português brasileiro, articulando conceitos fundamentais da semântica lexical e da sintaxe para subsidiar o ensino de língua portuguesa. O ponto de partida é a distinção crucial entre a noção semântica de argumento, definida como uma informação de sentido acarretada lexicalmente pelo verbo para saturar seu significado (Cançado, 2009), e as noções sintáticas de complemento e adjunto, determinadas pela configuração estrutural e atribuição de caso (Cançado, 2009; Levin & Rappaport Hovav, 2005). Desse modo, a literatura linguística aventa que um argumento verbal pode ser realizado sintaticamente tanto na posição de complemento quanto na de adjunção, rompendo com a associação tradicional que restringe argumentos a sujeitos e complementos. É nessa direção que incide a análise da preposição deste minicurso como um item de natureza dual: funcional ou lexical. Assume-se que as preposições podem ser lexicais (predicadoras), atribuindo papel temático a seus complementos e atuando como núcleos predicadores, ou funcionais, com a função primária de atribuir caso oblíquo a um argumento do verbo (Cançado, 2009). Essa distinção é fundamental para a prática pedagógica. Assim, no ensino, é essencial diferenciar três naturezas distintas de ocorrência preposicional: (i) os adjuntos preposicionados como adjuntos verbais, nos quais preposições funcionais introduzem argumentos do verbo em posição de adjunção (como o valor e o alvo em verbos de transferência como vender algo por/para alguém ou o locativo do predicador em verbos como colocar o livro na estante), sendo a preposição selecionada unicamente para ser semanticamente compatível com o papel temático atribuído pelo verbo; (ii) os adjuntos preposicionados como adjuntos da própria preposição, em que preposições lexicais, também em posição de adjunção, selecionam seus próprios argumentos e lhes atribuem papéis temáticos independentes (como em João cantou com um microfone); e (iii) a função especificadora, desempenhada por preposições funcionais que, além de atribuir caso oblíquo, precisam ser inseridas para especificar o sentido vago do verbo, como ocorre com verbos de trajetória e estativos (mora em/sobre a ponte; vai de/para casa) (Cançado, 2009; Corrêa & Cançado, 2006).

Palavras-chave: Ensino de Língua Portuguesa; Preposições lexical e funcional; Semântica lexical.

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